Decidi parar de fumar, e agora?
Sobre os benefícios de parar de fumar e como fazer isso da melhor forma possível.
Não é uma jornada fácil, mas essa escolha, se sustentada, vai te trazer alguns anos a mais de vida para aproveitar com quem você ama.
Te trazendo alguns dados relevantes que pouca gente fala por aí, fumar aumenta em 3x teu risco de morte, principalmente por câncer, doenças vasculares e respiratórias.
O cigarro encurta sua vida em mais de 10 anos. Mesmo que você já seja mais velho, estimamos que parar de fumar pode te devolver pelo menos algo em torno de 4 anos de vida [1].
É fácil parar de vez? Não. Tanto é que o risco de voltar, no primeiro ano, bate 50% [2], e existem algumas estimativas mostrando que muita gente que consegue, de fato, parar de fumar precisa de trinta tentativas (!!!!!) [3].
Isso acontece porque a nicotina gera uma adicção, um vício, especialmente via dopamina, aumentando as concentrações dela em regiões específicas do cérebro[4]. Por isso que a pessoa que fica sem fumar sente aquela vontade imensa, aquela fissura.
A pior coisa que você pode fazer, nesse sentido, é ir sozinho. Existe toda uma estratégia que deve ser colocada em prática pra aumentar ao máximo a chance do resultado.
Existem coisas que a gente pode fazer para que você sofra bem menos no processo, e aumente suas chances de dar certo também.
Sem orientação, maior parte das pessoas que tenta parar sem ajuda acaba adotando estratégias pouco efetivas, como tentar parar aos poucos [5].
As medicações e um acompanhamento bem feito podem te colocar no grupo de pessoas que conseguem não só parar de fumar, mas também manter isso a longo prazo.
Como quase tudo na vida, é um processo. Mas é um daqueles que vale bastante a pena.
Caso você se sinta pronto, sabe onde nos encontrar.
Forte abraço!
Referências:
1- Jha, P., Ramasundarahettige, C., Landsman, V., Rostron, B., Thun, M., Anderson, R. N., McAfee, T., & Peto, R. (2013). 21st-century hazards of smoking and benefits of cessation in the United States. The New England journal of medicine, 368(4), 341–350. https://doi.org/10.1056/NEJMsa1211128
2- García-Rodríguez, O., Secades-Villa, R., Flórez-Salamanca, L., Okuda, M., Liu, S. M., & Blanco, C. (2013). Probability and predictors of relapse to smoking: results of the National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions (NESARC). Drug and alcohol dependence, 132(3), 479–485. https://doi.org/10.1016/j.drugalcdep.2013.03.008
3-Chaiton M, Diemert L, Cohen JE, Bondy SJ, Selby P, Philipneri A, Schwartz R. Estimating the number of quit attempts it takes to quit smoking successfully in a longitudinal cohort of smokers. BMJ Open. 2016 Jun 9;6(6):e011045. doi: 10.1136/bmjopen-2016-011045. PMID: 27288378; PMCID: PMC4908897.
4- Tiwari RK, Sharma V, Pandey RK, Shukla SS. Nicotine Addiction: Neurobiology and Mechanism. J Pharmacopuncture. 2020 Mar 31;23(1):1-7. doi: 10.3831/KPI.2020.23.001. PMID: 32322429; PMCID: PMC7163392.
5- Tan J, Zhao L, Chen H. A meta-analysis of the effectiveness of gradual versus abrupt smoking cessation. Tob Induc Dis. 2019 Feb 13;17:09. doi: 10.18332/tid/100557. PMID: 31582921; PMCID: PMC6752113.